O que eleva o espírito, ajudando o ser encarnado é a consciência do dever cumprido e a prática do bem, para si próprio e para aqueles, seus iguais. Isabel Candeias


Glândula Pineal cartesiana – Por Saulo José Pontes Machado

Parte I

Essa é a primeira parte de uma matéria conjunta, divida em duas partes, que iremos escrever sobre a glândula pineal. Nessa pesquisa, analisaremos a glândula pineal baseada nas observações feitas por pensadores na Antiguidade, no entanto, focaremos principalmente na análise cartesiana, feita pelo erudito Renê Descartes (1596-1650), e nas seguintes, analisar-se-á a glândula pineal com base nos argumentos científicos discutidos atualmente nos meios acadêmicos e conferências internacionais.

A glândula pineal é uma estrutura presente na parte central do cérebro dos vertebrados. Na literatura da tradição de algumas filosofias orientais, a glândula pineal foi descrita e geralmente associada com o poder da alma, onde se manifesta e se desenvolve a capacidade sensitiva, intuitiva e clarividente, sendo que ela é possível de ser aperfeiçoada tanto pela prática da meditação quanto da concentração.

Herophilos (325-280 A.C), um médico grego, influenciado por Hipócrates (460-370), desenvolveu técnicas anatômicas importantes em sua época, o que lhe possibilitou ser o primeiro a descrever cientificamente a glândula pineal.

Foi Galeno de Pérgamo (129-199 d. C.), porém, que concluiu que a glândula pineal trata-se de uma estrutura estática, que serve como ponto de convergência para efetivar funções com outras partes do cérebro. René Descartes, no livro “As paixões da alma” (1999) [nome e data do original: Les Passions de I´âme, 1649], concluiu que o ser humano é um composto de corpo e alma, ou seja, o corpo é responsável por regular as funções fisiológicas e a alma as mentais, sendo que ambos estão interligados um ao outro.

Ele escreveu que a alma está unida a todo o corpo, controlando-o, e que ela exerce seu domínio direto sobre ele não por sistemas completos como o nervoso ou circulatório, apenas por uma estrutura pequena localizada na parte medial do cérebro, a glândula pineal, possibilitando desempenhar sua influência metafísica sobre a mesma por ela lhe dar tais condições de fazê-lo, ao contrário de outras partes do organismo.

Em suas palavras:
“Concebamos, pois, que a alma tem a sua sede principal na pequena glândula que existe no meio do cérebro, de onde irradia para todo o resto do corpo” (DESCARTES, 1999, p. 239). A glândula pineal, em sua análise, seria o “principal assento da alma” e o centro das impressões sensoriais e de onde partem todos os movimentos e ações do corpo humano e, além disso, o local onde as faculdades transcendentais da alma podem se manifestar para conceber ideais, a partir da inteligência e vontade, por exemplo.

As finalidades das leis naturais e imutáveis: o progresso e a solidariedade - Por António Baptista Pina Tavares

O progresso se verifica em todos os setores de vida e de atividades por ação, quer do homem, quer da natureza. Os avanços obtidos com a intervenção do homem no relacionamento consigo próprio, com os seus semelhantes e com tudo o que existe na natureza, permitem-lhe obter, cada vez mais, melhores instrumentos de trabalho e meios de produção para melhorar a sua vida material, técnica, científica, cultural e moral, constantemente.

O progresso é a finalidade das leis naturais, ao qual todos os seres estão sujeitos. Ele permite que tudo evoluí no universo. O progresso significa que nada fica estacionado definitivamente. Ele tem de se verificar, queiramos ou não, como imposição natural, sendo, por isso, condição obrigatória para a realização das leis naturais.

Por causa do progresso, não há retrocesso na marcha do individuo, da humanidade, do nosso planeta e do universo. Podemos ter estagnação, que é momentânea, mas as leis naturais existem para serem bem aplicadas por cada um e por todos. Então, elas próprias encarregam-se, automaticamente, de encontrar mecanismos para que o progresso se realize como sua finalidade, impulsionando tudo para melhores e maiores formas de organização e de aproveitamento, e, por isso, para avanços constantes.

Amor - Por Saulo José Pontes Machado

O tema "amor" foi analisado por vários intelectuais ao longo do tempo, muitas vezes, em abordagens demasiadamente simplistas e parciais.   Iremos nos restringir, neste momento, em compreender apenas as definições desses dois escritores em relação ao assunto em questão:

Caruso Samel (1929- ) e Ortega Y Gasset (1883-1955), usando, quando for necessário, outros escritores para exemplificar o assunto aqui em questão.

Assim, usaremos os livros "Reflexões sobre os sentimentos" (2005) do Caruso Samel e "Estudos sobre o amor" (1960) [data do original: 1939] do Ortega Y Gasset como fonte para nossas reflexões. O "amor romântico" foi rejeitado pelos dois teóricos.

Segundo Caruso Samel (SAMEL, 2005), o conceito "amor" foi deturpado ao longo do tempo, principalmente, pelos poetas e romancistas. Para muitos deles, o amor é a idealização da pessoa amada, prevalecendo mais à imaginação do que à racionalidade, quando se pensa em alguém. Johann Wolfgang Von Goethe (1749-1832) e Camilo Castelo Branco (1825-1890) foram um dos responsáveis por disseminarem no mundo essa visão do "amor romântico" quando publicaram os livros "O sofrimento do jovem Werther" (1774) e "Amor da perdição" (1862), através do movimento literário intitulado romantismo.

Ortega Y Gasset, por sua vez, definiu que foi o romancista Stendahl (1783-1842) o difusor da representação do "amor romântico" quando escreveu o livro "Do amor" (1822). Para ele, o amor seria admirar alguém diferente do que ela é, em muitos casos, atribuindo valores e virtudes que a pessoa não possui: uma "cristalização" do ser humano.  Como se fosse uma ilusão de ótica, o ser humano esquece-se de seus deveres e obrigações e fica, na maioria dos casos, pensando diuturnamente na suposta pessoa "amada". Esse "encantamento", todavia, dura um curto período de tempo.   É passageiro e fugaz. Em ambos os casos trata-se, portanto, de uma desfiguração da realidade.

Racionalismo Cristão, uma filosofia - Por Saulo José Pontes Machado

O Racionalismo Cristão não é religião, é uma Filosofia. Não se baseia em suposições para explicar o universo, mas, sim, em fatos. Não faz confusão com os conceitos ou tornar os espíritos encarnados fracos. Ensina que todos são responsáveis por si mesmos, que, de acordo com o uso do livre arbítrio no passado e no presente, criarão um futuro trágico ou feliz.

Clique para OUVIR a Limpeza Psíquica
Define que, de modo amplo e sintético, Princípio Inteligente e Matéria são elementos que compõem todo o cosmo. Preza por elucidar de modo objetivo, prático e lógico o público colaborador e assistente o motivo de estarem encarnados no mundo Terra.