O que eleva o espírito ajudando o ser encarnado é a consciência do dever cumprido e a prática do bem, para si próprio e para aqueles, seus iguais, a quem muitas vezes querem mal. By Isabel Candeias.

Por que sabotamos nossa própria felicidade? - Por Dra. Mara Santos Crizel

Por que sabotamos nossa própria felicidade?
Dra. Mara Santos Crizel

Na visão da psicanálise, muitas vezes o maior obstáculo para a felicidade não está fora de nós, mas dentro da nossa própria mente. Sem perceber, podemos criar comportamentos que impedem aquilo que mais desejamos.
Grande parte dessa autossabotagem nasce no inconsciente. Experiências da infância, rejeições, críticas ou frustrações podem formar crenças profundas, como: “não sou suficiente”, “não mereço ser amado”, “as coisas boas não duram”. Mesmo que conscientemente desejemos ser felizes, essas marcas emocionais continuam atuando silenciosamente.
Quando algo bom começa a acontecer — um relacionamento saudável, uma oportunidade profissional ou um momento de tranquilidade — o inconsciente pode interpretar isso como algo estranho ou ameaçador. Afinal, a mente tende a repetir aquilo que já conhece, mesmo que seja sofrimento.
Por isso, algumas pessoas:
• afastam quem as ama,
• criam conflitos desnecessários,
• desistem antes de tentar,
• duvidam de si mesmas,
• escolhem caminhos que levam novamente à frustração.
Na psicanálise, esse fenômeno está ligado à repetição de padrões emocionais. A mente tenta reviver situações antigas, muitas vezes na tentativa inconsciente de resolvê-las.
Autossabotar a felicidade não significa que a pessoa quer sofrer. Significa apenas que existem partes internas ainda feridas, pedindo reconhecimento e elaboração.
O processo terapêutico ajuda justamente a trazer à consciência esses mecanismos. Quando compreendemos nossas próprias feridas emocionais, começamos a interromper padrões antigos e a abrir espaço para novas formas de viver e se relacionar.
A felicidade muitas vezes não exige que nos tornemos outra pessoa — apenas que deixemos de lutar contra aquilo que realmente merecemos viver.

Por que sabotamos nossa própria felicidade?
Por Dra. Mara Santos Crizel

Fonte:
Ser & Sentir Psicanálise Clinica e Neurociência
Dra. Mara Santos Crizel
Psicanalista, Homeopata e Neurocientista.
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